Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 26/10/2021
Pobreza menstrual é o nome dado a escassez de produtos de higiene menstrual básicos. Essa pobreza não se limita apenas a falta do dinheiro para compra do absorvente, mas também as consequências que o mesmo pode trazer para as pessoas que menstruam. Portanto, é notório citar dois caminhos para o combate da privação e desigualdade na distribuição de produtos de higiene menstrual, sendo eles a distribuição de absorventes ou venda dos mesmos, porém com um baixo custo.
Dessa maneira, é possível citar o filme que foi lançado em 2018 chamado “Absorvendo o Tabu”, onde mulheres da Índia fazem absorventes de baixo custo em uma máquina. Essa ação seria um dos caminhos possíveis para o combate da precariedade menstrual existente no Brasil, já que é o que muitas pessoas passam.
Só para ilustrar, a higiene menstrual é um direito reconhecido pela ONU, entretanto, está longe de ser realidade ainda. E segundo a Unicef, 3% das meninas estudam onde o banheiro não têm condição de uso, o que nos mostra as consequências da precariedade do assunto, pois muitas meninas faltam as escolas por não terem absorventes. Logo, é possível citar a pesquisa que a “Always” forneceu, mostrando que uma em cada quatro mulheres já faltou na aula por não ter absorvente.
Em síntese, visando não somente na saúde das pessoas que menstruam, como na educação das mesmas, de imediato, as escolas deveriam fornecer absorventes e os demais produtos de higiene menstrual. Além de ser aprovado os projetos de leis para distribuição de absorventes ser gratuita e a educação ideal para garantir uma maior igualdade entre todos.