Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 26/10/2021

Muitos cidadãos descrevem o ciclo reprodutivo feminino como dor, desconforto, constrangimento e problemas de higiene todos os meses. Diante dessa problemática, foi criada a expressão “pobreza menstrual”, enfatizando como essa realidade atinge mulheres de diferentes idades em todo o mundo. Dentre esse preconceito, no que se refere ao desafio do combate à pobreza menstrual, pode-se citar a inadequada infraestrutura de saneamento e a inacessibilidade de produtos de higiene menstrual, decorrentes da desigualdade socioeconômica e do alto preço dos produtos de higiene menstrual. Portanto, é urgente tomar medidas para mudar essa realidade.

Em análise, o uso da água em vários países ainda é muito desigual, principalmente na periferia do mundo. Por exemplo, de acordo com uma pesquisa realizada pelo Fundo das Nações Unidas para as Emergências da Criança (Unicef), no Brasil, aproximadamente 30,8% das meninas brasileiras não têm banheiro ou chuveiro em casa. Da mesma forma, segundo pesquisa realizada pela marca Always, cerca de 330 entrevistados afirmaram não ter tido dinheiro para comprar produtos básicos de higiene em alguma fase da vida. Portanto, a questão da desigualdade econômica é um fator de influência na forma como meninas e mulheres lidam com os períodos menstruais e como se desinfetam, o que mostra a necessidade de ações públicas que beneficiem essa causa.

Em suma, a pobreza menstrual é uma realidade desafiadora para milhões de cidadãos e tem um impacto negativo em suas vidas diárias e saúde física. Portanto, ele insta as agências governamentais a trabalharem com as Nações Unidas para fornecer cestas de alimentos contendo itens básicos de higiene menstrual por meio de programas sociais para ajudar as pessoas desfavorecidas para que mais mulheres possam obter ajuda durante seus períodos menstruais. Portanto, é possível combater a pobreza menstrual em escala global, e as mulheres terão mais dignidade.