Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 27/10/2021

Por se tratar de um país de segundo mundo, o Brasil não é capaz de oferecer uma qualidade de vida digna e humana para grande parte da população, já que 35% dos brasileiros estão em situação de fome. Assim, esse grupo não possui condições de comprar alimentos, o que faz com que itens de higiene pessoal acabem sendo deixados de lado.

As mulheres que menstruam são as mais afetadas e nem todas elas têm a renda necessária para uma higiene adequada, afetando seu rendimento e presença na escola ou trabalho, além de prejudicar seu psicológico.

Tendo em vista o problema, um novo Projeto de Lei foi proposto pela deputada Marilia Arraes (PT-PE), o 4968 \ 19 o qual exigia a distribuição de itens como absorventes femininos, tampóes intimos e coletores menstruais para mulheres, meninas e homens trans que menstruam e se encontram em situação de vulnerabilidade econômica e social. Entretanto, mesmo aprovado pelo Congresso, o Projeto foi vetado pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, o que foi um erro, já que desde 2014, a ONU enxerga o acesso à higiene menstrual uma questão de saúde pública e de direitos humanos porém, Bolsonaro não voltou atrás com sua decisão, alegando a falta da fonte de custeio e medida compensatória entre vários motivos já desmentidos, mantendo a situação no mesmo lugar.

Tais decisões mostram a necessidáde da ação e interferencia dos deputados e órgãos públicos de colocar a proposta em discussão mais uma vez, tentando manter ao menos a distribuição destes itens pelo SUS e pelas sextas-básicas, dada a úrgencia do problema.

Os desáfios são grandes por se tratar de verbas públicas, pelo grupo beneficiado ser de mulheres em um país onde a grande maioria dos cargos políticos ser preenchidos por homens, mas ainda assim esse problema não pode ser ignorado por se tratar de um direito humano.