Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 26/10/2021

Ao analisar os desafios do combate à pobreza menstrual, o foco é a desigualdade de renda, que impede as pessoas de obter absorventes higiênicos por causa do alto imposto sobre vendas. Nesse caso, entre as várias complicações, essa realidade afeta a frequência da menstruação na escola. Assim, considerando que, segundo Paul Freire, o principal objetivo da educação é a libertação dos oprimidos, a falta de educação prova mais uma vez que as chances de romper o ciclo da pobreza estão diminuindo.

Por exemplo, na Índia, resolver problemas relacionados à menstruação e os cuidados de que eles precisam são tabus. Nesse sentido, há muito pouca discussão sobre o assunto. De acordo com dados do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), cerca de 23% das meninas abandonam a escola após a entrada na puberdade. Portanto, a desinformação da sociedade sobre este ponto ainda existe e quase não parou, porque embora tenha se tornado um país emergente, os males sociais aumentaram dramaticamente ao longo dos anos.

Além disso, é muito importante discutir que, principalmente em países sexistas e patriarcais, as pessoas menstruadas, senão inexistentes, têm baixa autonomia econômica, e a falta de ensino e capacitação tende a agravar essa situação. Portanto, de acordo com a pesquisa da Forbes Economics, o poder aquisitivo dos indivíduos é instável e afetará o acesso aos recursos de higiene menstrual, sendo necessárias soluções alternativas como o uso de papelão, o que prejudicará a privacidade e a saúde.

Portanto, a situação parece necessitar urgentemente de uma solução, pois garantir uma vida saudável é um direito universal. Portanto, a Organização Mundial da Saúde (OMS) tem a responsabilidade de investir nos meios para produzir absorventes higiênicos de forma sustentável e acessível por meio de parcerias com projetos locais em países ao redor do mundo (como o “No Taboo” no Brasil). Além disso, como extensão do aplicativo, abrem-se espaços de trabalho para as mulheres na indústria, que por fim, com essas medidas, podem liberar a economia, usar de forma mais ampla os produtos de limpeza pessoal e dar início à destruição do ciclo da pobreza.