Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 26/10/2021

A obra literária “Ensaio sobre a cegueira” do escritor português José Saramago retrata a invibilização de certos problemas da sociedade. Na realidade brasileira, a crítica de Saramago é verificada na pobreza menstrual, que afeta uma parcela da população feminina que sofre com a falta de itens básicos e informação. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um problema que se enraíza na ineficiência governamental e na lacuna educacional.

Para Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população. Porém, tal responsabilidade não está honrada quanto à pobreza menstrual, visto que não há investimentos para aquisição de itens básicos para a população sem acesso aos mesmos. Assim, para que tal bem-estar seja usufruído, o Estado precisar sair inércia em que se encontra.

Segundo Durkheim, o papel da educação é formar um cidadão que se torne parte do coletivo. Porém, tal papel tem sido falho na questão da pobreza menstrual, visto que é um assunto pouco abordado e aprofundado nas escolas causando uma grande alienação diante do tema. Dessa forma, é urgente que a educação cumpra sua função e contribua com o coletivo.

Portanto, faz-se necessária uma intervenção. Para isso, o Governo Federal deve criar programas de distribuição de itens básicos de higiene, por meio de verbas públicas, a fim de suprir o déficit dessa parcela da população. Tal ação pode, ainda, conscientizar a população em geral sobre a pobreza menstrual. Paralelamente, é preciso intervir sobre a falha na base escolar presente no problema com palestras dadas por profissionais.