Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 27/10/2021

Na série canadense " Anne com E “, relata a trajetória de Anne destacando os diversos rótulos ditos femininos e que infelizmente perduram até hoje. Quando, por exemplo, a garota vive seu primeiro contato com o período menstrual, porém descobre que é um assunto não verbalizado, cheio de pudor e vergonha. Assim, como na ficção, muitas brasileiras sentem-se inseguras e constrangidas quando estão menstruadas, uma vez que não têm dinheiro para comprar itens básicos de higienização, na qual o absorvente tornou-se produto de luxo. Haja vista, que o custo para cogitar as despesas fugir da realidade das famílias de baixa renda. A fim de mitigar os males relativos a essa temática, é importante analisar a negligência estatal e a educação brasileira.

Nessa perspectiva, em decorrência dos episódios de dificuldades diárias relatadas em depoimentos feito por mulheres ao fantástico, mostrou como a pobreza menstrual não é uma exceção, mas uma lamentável realidade de adolescentes de comunidade, em virtude de não ter acesso a informações e recursos para comprar produtos, acabam improvisando com matérias impróprios como miolo de pão e pano que pode causa infecções, sendo que gera impactos duradouros afetando a fertilidade. Ademais, demostrando o descaso do Estado ao lidar com o problema, no qual posicionamentos de autoridades que repudia e trata a questão do processo menstruação com negacionismo. Notório, como os desafios vão além de não possuir o acessório íntimo, mas de ter uma assistência e apoio. Ficando claro, pois que a desinformação atrelado a irresponsabilidade, ferir a dignidade de toda a população.

Nesse viés, a descamação das paredes internas do útero é um processo natural biológico do corpo feminino, contudo sendo tratado com tabu acerca da função menstrual, visto isso segundo ONU no Brasil, a evasão escolar está ligada cerca 25% das meninas entre 12 e 19 anos deixam de ir à aula por falta de absorvente, constatado assim como a ausência do produto de higiene íntimo moldar o convívio das mulheres na sociedade. No ponto de vista carcerário brasileiro, o livro " Presas que menstruas " da autora Nana Queiroz, expõem como as presas estão desprovidas de tal utensílio e esquecidas perante o Aparado Institucional. Toda via, o Governo precisa assegurar os direitos contidos na constituição Federal de 1988, na qual a saúde é direitos de todos devendo garantir mediante políticas sociais e econômicas.

Infere-se, portanto, que a incompreensão ligada à menstruação necessita ter suas fundações desfeitas. Para tanto, o Ministério da Educação deve inserir um diálogo acerca do fluxo menstrual e como lidar por meio de alteração na base comum curricular, afetando a disciplina de biologia. Visando ensinar que a perda de sangue mensal é saúde e não doença.