Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 27/10/2021

Dados da Organização das Nações Unidas (ONU) mostram que 0,1% das meninas não frequentam a escola durante o período menstrual, em função de não terem recursos financeiros para que adquiram itens básicos de cuidados menstruais. Infelizmente, essa realidade ainda se perpetua na sociedade contemporânea, pois a União dificilmente está presente para mitigar a situação. Assim, diante dessa perspectiva, convém analisar os fatores relacionados aos desafios no combate à pobreza menstrual: a falta de intervenção do Estado, além de o assunto ser desconhecido por uma parcela dos brasileiros. Antes de tudo, ressalta-se a insuficiência de intervenção governamental, uma vez que a questão da pobreza menstrual ainda persiste no País. Isso ocorre devido à União raramente estar presente para mitigar a problemática, em virtude de não ter recursos públicos suficientes para distribuir os itens de cuidados menstruais nas escolas brasileiras como, por exemplo, absorventes íntimos e sabonetes neutros. Tal fato pode ser comprovado com uma matéria do programa “CNN Brasil”, a qual relata que o descaso governamental afeta uma parcela das alunas de colégios públicos, porque deixam de estudar durante a fase menstrual, em razão de o Estado não garantir os suprimentos necessários aos cuidados da menstruação para as estudantes de escolas públicas. Diante disso, é lastimável que essa situação ainda se perpetue na sociedade hodierna, pois grande parte da população feminina é prejudicada pela falta de intervenção da União, já que não tem acesso ao mínimo necessário para cuidar de sua saúde ginecológica.Nesse sentido, conforme os estudos realizados por médicos ginecologistas da Universidade de São Paulo (USP), quanto mais as pessoas desconhecem a questão da pobreza menstrual, mais a problemática é silenciada, uma vez que o problema envolve, também, as condições socioeconômicas das mulheres, pois as que pertencem às classes sociais mais baixas têm mais chances de desenvolver graves problemas de saúde como, por exemplo, infecções urinárias e câncer de colo de útero. Diante dessa análise, percebe-se que a desisformação prejudica a saúde menstrual de muitas mulheres, já que o assunto é pouco discutido pelas mídias televisivas. Portanto, em virtude dos fatos supramencionados, o Governo Federal deve, em conjunto ao Ministério da Saúde, realizar acordos políticos entre os representantes da Nação, com o intuito de arrecadar verbas para distribuir itens de cuidados menstruais nos colégios do País, pois, dessa forma, várias meninas terão acesso ao necessário para cuidar do fluxo menstrual, além de poderem frequentar as escolas. Com essas medidas, a sociedade brasileira irá se desenvolver melhor, porque além de a saúde feminina melhorar, a evasão escolar por meninas irá reduzir, já que terão os suprimentos necessários para cuidar da menstruação.