Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 28/10/2021
Na primeira semana de outubro de 2021, o presidente Jair Messias Bolsonaro, durante a entrevista para a empresa UOL News, afirmou o veto à distribuição de absorventes para mulheres com baixa renda no país. Nesse sentido, é notório que os desafios no combate à pobreza menstrual, como a insuficiência legislativa e, consequentemente, a falta de políticas públicas, aumentam gradativamente, fatores esses, que precisa urgentemente ser solucionado na sociedade brasileira.
Primordialmente, é cabível pontuar a fragilidade do Estado perante a saúde pública. Isso, porque, no que tange a ausência de dinheiro de milhares de mulheres para comprar todo mês um pacote de absorvente, é necessário que o governo forneça sua higiene, pois, de acordo com o artigo 6 da Constituição de 1988, a saúde é direito de todo cidadão. Assim, no mínimo, deveria existir um programa que auxilie nas necessidades higiênicas para aquelas pessoas que sofrem dia a dia com isso e que, na maioria das vezes não possuem sequer dinheiro para uma refeição diária suficiente.
Ademais, observa-se, por conseguinte, a carência de projetos administrativos em relação à pobreza menstrual. Nessa linha de raciocínio, depreende-se que o fator financeiro influencia fortemente, visto que o poder e o lucro se encontram acima do direito de suprimento do que é necessário para as mulheres. Desse modo, essa penúria é contrariada de forma essencial pela frase do filósofo grego Epiteto, que diz: “A riqueza não consiste em ter grandes posses, mas em ter poucas necessidades”, trazendo à tona o verdadeiro valor da nação, que se encontra na população satisfeita e, não, em maiores objetivos rentáveis.
Infere-se, portanto, os grandes desafios enfrentados pelo combate a pobreza menstrual no corpo social brasileiro. Logo, o Estado, justamente com o MEC, através de reuniões e campanhas, deve elaborar um programa intitulado de “saúde básica feminina”, em que, aquelas que recebem menos que um salário-mínimo no trabalho ou que não trabalham, ganhariam um dinheiro todo mês, a fim de suprir exigências higiênicas das mulheres com baixa renda. Conclui-se, dessa forma, que o governo do atual presidente Bolsonaro melhorará e, daqui a alguns anos, que essas cidadãs brasileiras receberão auxílio todo mês.