Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 31/10/2021
A pobreza menstrual consiste na ideia de que a falta de uma renda financeira para uma vida estável acarreta, consequentemente, na falta de higiene, atingindo uma escassez de meios para conter o ciclo menstrual das mulheres. Assim, a carez quase nula dos produtos ofertados pelo Estado coloca a vida dessas pessoas em risco, deixando o país com caráter patriarcal, idealizando a saúde das mulheres como inferiores.
Posto isso, segundo o IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas, aproximadamente metade da população do Brasil vive com menos de 15 reais por dia. Dessa maneira, é possível concluir que as dispariedades monetárias na sociedade é gritante, associando a ideia que se os urbanitas não possuem dinheiro para comer, imagine para uma saúde higiênica básica.
Além disso, o livro “Quarto de despejo”, escrito por Carolina Maria de Jesus, é uma autobiografia da autora, e relata as barreiras do dia a dia dela, uma mulher que mora nas favelas de São Paulo. Por conseguinte, mostra todas as dificuldades que se tem para sobreviver, de forma sadia, sendo quase inexistente para a realidade atual.
Destarte, o desprovimento de medidas governamentais na saúde feminina é um tabu ainda existente na contemporaneidade. Logo, cabe ao Ministério da Saúde a promulgação de uma lei que forneça meios básicos para o cuidado menstrual como absorventes, tubos coletores e etc. Por meio de investimentos nessa área através de impostos, pagados pelos próprios cidadãos. A fim de garantir uma saúde qualitativa para os povos e relembrar que todos possuem o direito de uma vida digna, o que diferencia um do outro são os suportes disponíveis.