Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 01/11/2021
A luta contra a pobreza menstrual brasileira.
Pobreza menstrual é a falta de acesso a itens básicos de higiene durante a menstruação por falta de informação, dinheiro para comprar os absorventes e pelo preço que é cobrado por esses itens.
Estudos nos dão a informação de que 28% das mulheres de baixa renda são afetadas drasticamente por esse tipo de pobreza; essa porcentagem afeta cerca de 11,3 milhões de brasileiras, e 30% conhecem alguém que é afetado pelo problema da pobreza menstrual.
Mulheres também sofrem em relação a esse assunto no que diz respeito à dignidade e à saúde; há mulheres que pensam que menstruação é algo que se deve manter em sigilo e não pedir ajuda ou falar sobre. Fora isso, muitas mulheres contraíram problemas vaginais nos últimos 12 meses, cerca de 28% contraíram infecção urinária ou cistite; 24% tiveram candidíase; 11% infecção por fungo e 7% infecção vaginal por bactéria.
Essas doenças ocorrem pela improvisação, única opção que resta para mulheres que não possuem absorventes, elas fazem usos de produtos não indicados para absorver a menstruação como: sacolinha de supermercado, roupas velhas, algodão, lencinho umedecido descartável, toalhas e panos.
Um dos primeiro passos é normalizar a menstruação: ela é um processo natural do corpo. Uma forma de fazer isso é acolher e informar meninas a respeito do tema antes mesmo da primeira menstruação. Dessa forma, elas podem entender que menstruar é algo que não precisa ser motivo de vergonha, é um sinal de que o corpo está trabalhando corretamente e podem se preparar para enfrentar esse desafio mensal de seu corpo.