Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 08/11/2021

No filme “Invencível”, é contada a história Louis Zamperini, um atleta olímpico que durante a Segunda Guerra Mundial se alista no exército, entretanto, certo dia em uma de suas missões, seu avião cai em mar aberto e a partir dali ele tem que sobreviver em diversas situações, como estar á deriva. De forma análoga ao filme, pode-se ver muito disso na sociedade, meninas que são pegas de surpresa quando menstruam pela primeira vez e caem nessa realidade de forma abrupta, sem entender como lidar esse tipo de situação, que assim como Louis, se veem sozinhas. Desse modo, pode-se afirmar que ainda existe um tabu sobre a menstruação e que, se não for quebrado o quanto antes, meninas continuarão passando por situações de desespero como essa, fora que, muitas por vergonha ou por baixo poder aquisitivo não procuram ajuda, tendo que recorrer a usar panos ou papel higiênico.

É de conhecimento geral que, na sociedade se pode encontrar circunstâncias similares com a do filme, situações em que meninas caem num mar de preocupações e por não estarem preparadas a lidarem com esse tipo de situação, acabam passando por coisas desagradaveis. Ocorre que muitas vezes, meninas estão na escola, em casa ou passeando com seus pais ou amigos e acabam menstruando e por não terem tido uma boa educação sexual para agir de forma sábia e precavida, não sabem lidar com situação. O que comprova isso, foi um estudo realizado pela ONG WaterAid, que entrevistou mil meninas entre 14 e 21 anos, que vivem no Reino Unido, afirmando que quase um quarto delas não sabiam o que estava acontecendo em sua primeira menstruação.

Não se pode esquecer que a pobreza menstrual é um dos males do mundo moderno, infelizmente, graças a desigualdade enfrentamos o problema que muitas meninas e mulheres não tem condições financeiras para obterem absorventes, tendo que recorrer a outros métodos como panos, papel higiênico, sacos plásticos e até miolo de pão. Infelizmente, a situação acaba se agravando em cidades de do interior ou do sertão, onde esse tipo de utensílio pode ser considerado um luxo, com meninas inclusive nem ao menos indo para a escola ou lugares que gostam por vergonha e medo, como aponta a pesquisa da UNICEF, que indica que certa de 60% das jovens já passaram por isso.

Logo, a melhor forma de se combater a pobreza menstrual seria fazer com que a Secretaria Especial de Comunicação Social (SECOM) fazer propagandas alertando sobre como a precariedade em relação aos absorventes é real, para que assim as pessoas pudessem ter uma consciência e cobrar o Governo Federal ou o orgão público da sua cidade com destino de haver uma distribuição gratuita dos absorventes. Outra boa opção seria que pudessem haver leis em que, as escolas pudessem distribuir absorventes para as alunas não perderem as aulas, fazendo assim elas se sentirem mais seguras.