Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 02/11/2021
Biologicamente falando, a menstruação é um processo natural que ocorre no processo de parto feminino, causado por sangramento vaginal devido à descamação do útero. Embora seja um processo natural que requer absorventes higiênicos e outros produtos higiênicos, ainda existem algumas mulheres que não têm facilidade para obtê-los, o que também é uma característica da pobreza menstrual. Desta forma, podemos ver a alocação de um grave problema, cujo principal motivo é a desigualdade social e a ineficiência governamental.
Em primeiro lugar, a disparidade de renda no Brasil é um fator complicador do impasse. De acordo com o Índice de Gini, do ponto de vista socioeconômico, a sociedade brasileira é uma das sociedades mais desiguais do mundo. Mesmo que muitas mulheres não consigam manter nem mesmo a alimentação básica devido à baixa renda familiar, quanto mais higiene pessoal, isso se confirma. Portanto, no século 21, é inaceitável que as mulheres não tenham o direito de passar seu período menstrual de forma tranquila e higiênica.
Portanto, medidas urgentes precisam ser tomadas para que zilches desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil sejam superados. Para tanto, o Governo Federal – responsável por manter a ordem e o bem-estar coletivo-, em parceria com o SUS, deve distribuir absorventes gratuitamente àquelas mulheres de baixa renda que não têm condições de adquirir tais itens. Isso deve ocorrer por meio de um mapeamento detalhado das regiões mais pobres socioeconomicamente, com o objetivo de erradicar a pobreza menstrual no país e, consequentemente, fornecer condições dignas de subsistência a esses indivíduos que necessitam dessa ajuda. Feito isso, gradativamente, o povo brasileiro terá seu bem-estar garantido, assim como prevê, inclusive, a Constituição Federal de 1988.