Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 30/11/2021

O tabu chamado menstruação

Locke, um filósofo inglês, afirma “É dever do estado a garantia de direitos imprescindíveis aos cidadãos, para garantir o bem estar.” De maneira análoga a isso, os desafios no combate a pobreza menstrual no Brasil. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: à falta de acesso a produtos básicos para manter uma boa higiene no período da menstruação e a ausência ou precariedade de infraestrutura no ambiente onde vivem.

Primeiramente, é indubitável à carência de acesso a produtos básicos para manter uma boa higiene. Desse modo, de acordo com a Folha de São Paulo: “Uma em cada quatro mulheres não tem acesso a absorvente durante o período menstrual, no Brasil.” Conquanto, a higiene menstrual é um direito humano reconhecido pela Organização das Nações Unidas (ONU), porém está longe de ser uma realidade.

Outrossim, é notório a ausência ou precariedade de infraestrutura no ambiente onde vivem as mulheres, meninas e homens trans. Dessa forma, elas recorrem a métodos alternativos, por consequentemente, não obterem dinheiro pra comprar absorventes, como o uso de jornais, panos, papeis, até miolos de pães. Portanto esta situação de vulnerabilidade pode se agravar e causar infecções e doenças íntimas.

Em vista dos fatos supracitados, faz-se necessário à adoção de medidas que venham amenizar a pobreza menstrual. Por conseguinte, cabe ao governo, fazer mais projetos sociais e instaurar a lei de distribuição de absorventes, por meio de escolas, abrigos, e banheiros femininos, a fim de que se torne acessível, visto que a menstruação, além de um direito, não é uma escolha.