Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 03/11/2021

Segundo a tese de Thomas Sowell, economista estadunidense, quando a sociedade quer o impossível, apenas os políticos mentirosos podem satisfazê-la. Nesse sentido, no contexto brasileiro, a tese defendida por esse americano aponta para o fato de que os governantes não estão agindo de forma efetiva para superar o problema dos desafios do combate à pobreza menstrual em questão no Brasil. Destarte, é necessário discutir uma das principais causas desse problema, que é: o descompromisso do Poder Público com bem-estar da população e as consequência disso.

Nesse ínterim, é notória a ineficiência do aparato institucional na garantia de saúde pública eficiente e de qualidade, diferente do que prevê a Constituição de 1988. Um exemplo que concretriza isso é o veto do presidente Jair Bolsonaro sobre a distribuição gratuita de absorvetes íntimos, conforme a notícia, de 2021, publicada no site G1. Posto isso, é inadmissível que em um país de alta taxa tributária, o governo seja omisso e não invista em produtos básicos de necessidade menstrual, de forma que a dignidade dessas pessoas seja desrespeitada e em decorrência disso, fiquem vulneráveis a doenças, como infecção urinária.

Consequentemente, muitas mulheres padecem sob as hostilidades da dificuldade de acesso aos absorventes ou coletores menstruais, de modo que a qualidade de vida dessa parcela da sociedade seja comprometida. A evidência desse cenário ocorre pelo uso de produtos não indicados para absorver a menstruação, de acordo com o site UOL, como sacolinhas plásticas, fato que leva parte desse seguimento do âmbito social a faltar do trabalho ou da escola. Logo, é inadmissível que em um país signatário dos direitos humanos, o Estado transgrida as condições básicas de sobrevivência que mantém a higiene pessoal.

Portanto, urge ao Governo, como principal órgão público, promover a distribuição de absorventes, por intermédio do bom aproveitamento dos impostos, com a votação de emendas para esse fim no Congresso Nacional.Espera- se, com essa medida, que os desafios do combate à pobreza menstrual sejam mitigados.