Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 03/11/2021
A pobreza menstrual se intensificou no período da “Revolução Industrial”, na qual as efervescentes fábricas demandavam, das mulheres e adolescentes, uma rotina anti-higiênica e sem cuidados básicos. No contexto hodierno brasileiro, a precarização da higiene vem crescendo desenfreadamente, o que configura, lamentavelmente, uma realidade insalubre para grande parte da população. Dessa forma, entende-se que a inércia governamental em relação ao suporte higiênico às mulheres, bem como a desigualdade social, apresentam-se como entraves para a resolução da problemática.
Em primeira análise, a falta de políticas públicas é a causa principal da permanência do imbróglio. Sobre isso, Abraham Lincoln, célebre personalidade política americana, disse, em um dos seus discursos, que a política é serva do povo e não o contrário. Em relação a tal afirmação, é perceptível o descaso dos governantes brasileiros no que tange a pobreza menstrual, uma vez que, infelizmente, as garotas não têm o acesso gratuito aos absorventes nas escolas e, com isso, as adolescentes com menor poder aquisitivo passam por certos constrangimentos, tais como marcas de sangue nas roupas em decorrência da ausência de absorventes. Um estudo proposto pelo site de notícias “CNN BRASIL”, ressalta que, deploravelmente, cerca de 4 milhões de meninas são privadas do uso de absorventes nas escolas. Em contrapartida, a ONG “Amigo dos Pobres”, de caráter religiosa, exerce função incoincidente com a do atual governo, na qual realiza, além de outras coisas, a democratização de produtos higiênicos aos grupos sociais mais carentes.
Ademais, a desigualdade social é um dos agravantes da temática. Segundo o escritor brasileiro Eduardo Marinho, não há competição onde há desigualdade de condições. Há covardia. Nesse contexto, é notório que as pessoas, principalmente das classes C e D, são as mais lesadas, pois, em muitas vezes, não têm condições necessárias de subsistência e, com isso, precisam abdicar de alguns utensílios, como por exemplo, os produtos de higiene pessoal. Dessa forma, essas meninas vivem em situação precária e, de certa forma, são indivíduos em potencial para adquirir doenças pelo defasado cuidado pessoal, tais como dermatites e cáries. Dessarte, comprova-se a premência de atividades para atenuar o problema.
Portanto, medidas são necessárias para resolver esse impasse. É dever do Ministério da Cidadania, em Parceria com o Ministério da Saúde, a democratização dos absorventes e outros produtos pessoais nas escolas púbicas e centros públicos, como por exemplo, a disseminação gratuita e semanal nos espaços comunitários, por meio de um grande investimento do governo, com o fito de erradicar a pobreza menstrual no Brasil. Diante disso, é de se esperar um futuro mais harmonioso e utópico.