Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 03/11/2021

Alguns conceitos básicos da Biologia, os quais se aprendem ainda na escola, são as diferenças entre o corpo do homem e da mulher. Uma delas é o ciclo menstrual, que caracteriza exclusivamente o sexo feminino. Nesse sentido, a pobreza menstrual é um problema desafiador que se faz presente até a atualidade por diversas razões. Duas dessas são, a ainda insuficiente participação das escolas e a pouca participação feminina na política.

Em primeiro lugar, é notório que as escolas desempenham um papel de extrema importância na temática apresentada. Isso porque a primeira menstruação da mulher, conhecida como menarca, acontece ainda em idade escolar. Dessa forma, as instituições de ensino, quando não dão o suporte necessário às estudantes adolencentes que carecem de recursos de higiene menstrual,  contribuem para a continuidade dessa situação.

Além disso, a pequena presença de mulheres na política brasileira não facilita a abertura de discussões à respeito de problemas do mundo feminino. Como exemplo disso, hoje, no Brasil, há apenas uma mulher à frente dos Ministérios contidos no Governo Federal, a ministra Damares. Desse modo, sem representatividade nos cargos públicos, as brasileiras encontrarão  ainda mais dificuldades para a solução de problemas sociais que as afetam diretamente.

Portanto, para que a pobreza menstrual deixe de ser uma questão tão problemática, os partidos políticos devem incentivar a canditatura de mulheres, por meio de campanhas nas redes sociais, como Facebook e Instagram, para que a participação política feminina seja cada vez maior. Assim, espera-se que as questões sociais que afetam exclusivamente o sexo feminino no contexto brasileiro, passem a ser ouvidas e solucionadas.