Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 03/11/2021

O documentário : “absorvendo o tabu”  expõe a falta de acesso das pessoas que mestruam na índia, as quais, por causa do estigma contra a esse ciclo natural, não possuem seus direitos de higiene básicos garantidos pelo governo. Não obstante, na realidade brasileira, a miséria mestrual torna-se muito presente, principalmente em camadas sociais mais marginalizadas, que . Dessa forma, diante dessa problemática, é necessário  a análise de dois entraves, são eles: o preconceito associado a mestruação  e a negligência governamental.

Mormente, evidencia-se que a manutenção do discurso patriarcado possibilita que a ignorância, bem como a renegação de direitos básicos à mulheres, prevalesça. Sendo assim, vale ressaltar a obra “racismo, sexismo e desigualdade no brasil” da socióloga Sueli Carneiro destaca como a sociedade sustentada pelo machismo dificulta as conquistas das mulheres e estabelece discrepância de direitos  entre genêros. Somado a isso, ainda se tem, consequência do estigma mestrual, a carência de conhecimento das populações em maior vulnerabilidade social, as quais não foram orientadas em meio acadêmico,. Mostra-se, assim, que enquanto o tabu da mestruação não for erradicado, a miséria mestrual continuará como um tema posposto politicamente.

Outrossim, mesmo que as Organização das Nações unidas(ONU) tenha considerado a higiene mestrual como questão de saúde pública, muitos líderes político se rescusam a se responsabilizar pela garantia de direitos básicos da população. Há exemplo Presidente brasileiro Jair Bolsonaro, a qual vetou a distribuição gratuita de absorventes. Nesse contexto, pode-se dizer que essa falta de subsídio governamental é grave, uma vez que previsto e lei e não efetudo na prática, demonstra um desacaso com a constituição e, consequentemente, a democracia. Assim, tal exclusão arquiteta em maiores dificulades para a superação desse panorama lastimável.

Destarte, diante do exposto, é impertinente a união da mídia com o governo Federal para  a resolução dessa questão. Assim, urge que o ministério da educação inclua no currículo escolar a disciplina de educação sexual, a qual aborde a mestruação como tema. Tal ação será realizada por meio da alteração na Lei de Diretrizes e Bases da Educação. Bem como, o ministério da saúde deverá promover a distribuição gratuita de absorventes, que deverá ser feito, principalmente, em áreas periféricas e de vulnerabilidade social. Portanto, com esses direitos garantidos, será possível diminuir as desigualdades presentes e promover maior satisfação populacional com a origem dos recursos públicos.