Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 05/11/2021
O absorvente criado por Mary Beatrice,mulher negra,foi um marco na promoção da saúde e da dignidade de muitas mulheres,possibilitando o bem-estar de muitas delas.Na contemporaneidade,a carência sanitária durante esse período é uma realidade no Brasil, tal situação ocorre com presidiárias e moradoras de rua,pois têm dificuldade em adquirir itens básicos de limpeza pessoal durante a menstruação e fora dela.Dessa maneira, a pobreza menstrual é um desafio para a saúde pública e dignidade humana.
Em primeira análise,o Estado deve garantir a saúde integral dos detentos, incluindo a disponibilização de itens de higiene básicos para as mulheres.Mais, precisa se mostrar que a aplicação dessa lei está longe de ser realidade.Afinal,em virtude da distribuição ineficiente de absorventes nos presídios, já que a quantidade desse produto não é o bastante para atender às pessoas com fluxo menstrual maior, diversas mulheres passam por períodos desconfortáveis nas cadeias,devido à isso, é comum a utilização de papel higiênico e miolo de pão como alternativa para conter o vazamento.Vale resaltar que essa prática improvisada pode gerar vários problemas de saúde.
Ademais,as moradoras de rua também se encontram em tal situação de vulnerabilidade,pois muitas delas não tem recursos para higiene,já que a possibilidade de limpeza pessoal só ocorre em banheiros públicos, os quais não dispõem de absorventes gratuitos e de chuveiros,com isso elas recorrem à utilização de panos para conter a menstruação e da pia para obter água para o banho.Nota-se que, esses recursos alternativos não garantem a higiene ideal dessas mulheres, as deixando menos confiantes perante o convívio social.
E virtude dos fatos mencionados,a pobreza menstrual é vivenciada por presidiárias e moradoras de rua, deixando-as mais vulneráveis à problemas de saúde e à falta de autoestima. Portanto, é necessário que o Ministério da Saúde utilize de recursos públicos para disponibilizar produtos de higiene pessoal aos presídios, de modo a oferecê-los de acordo com a demanda de cada presidiária perante suas necessidades,com a finalidade de garantir a integridade física dessas mulheres e assegurar o direito previsto na lei.Além disso, é preciso que ONG´s de apoio à moradores de rua,por meio de doações da comunidade civil, distribuam absorventes e sabonetes para as mulheres, para permitir que estas mantenham-se limpas e mais confiantes.