Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 19/11/2021

Segundo a Constituição Brasileira de 1988 no art.5º, todas as pessoas devem possuir direitos iguais. Porém, não é o que ocorre quando pensamos na pobreza menstrual existente no Brasil. Como sabemos, a mestruação é algo natural do corpo feminino, ocorrendo a cada mês. Entretanto, não são todas as pessoas que possuem o acesso a produtos de higiêne básica para o período menstrual, muitas vezes por falta de acesso, trazendo consequências no seu cotidiano como falta à escola.

Em primeira análise, a falta de acesso aos absorventes é o maior causador da pobreza menstrual do Brasil, levando em conta que muitas mulheres, pricipalmente que vivem em periferias, não conseguem comprar um absorvente por falta de dinheiro. No lugar deste absorvente, muitas vezes elas utilizam miolo de pão, jornal, papel higiênico, tecido, entre outros produtos que não são específicos para a região íntima. Em decorrência disso, cerca de uma em cada quatro jovens faltam a escola no período em que estão mestruadas, aponta a pesquisa da Toluna/Always. O que acaba não só prejudicando a vida escolar da jovem, mas também social.

Em decorrência dos fatos citados, é impressindível que hajam políticas públicas que busquem trazer acesso a produtos de higiêne básica para essas mulheres. Esse acesso poderia ser feito pelo Estado através da distribuição de absorventes em zonas públicas, como escolas, banheiros, postos de saúde e presídios. De modo que essas pessoas consigam, gratuitamente, passar pelo seu período mestrual de forma digna.