Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 06/11/2021
A Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada no ano de 1948, afirma que todo cidadão deve ter acesso aos pilares básicos para uma boa qualidade de vida. Infelizmente a realidade não é essa, muitas mulheres não tem a possiblidade de obter produtos de higiene voltados para o período menstrual, por causa da pobreza e do valor elevado desses objetos. Em vista disso, medidas devem ser tomadas para que haja o cumprimento dos direitos dessas mulheres.
Em primeiro plano, é de conhecimento que o uso de métodos para contenção do sangue menstrual existe desde a antiguidade, que se modernizam com o passar dos anos. Há registros do uso de absorventes no Egito, em 2000 a.C, esses eram feitos de papiro triturado e utilizados internamente no canal vaginal. No mundo contemporâneo, os absroventes femininos são feitos de materiais descartáveis, para maior higienização, mas infelizmente muitas mulheres não tem o acesso adequado a esses produtos por não conseguirem comprar e não haver locais de distribuição a toda população.
Ademais, deve-se enfatizar as condições precárias de higiene que essa parcela de mulheres sofrem, como falta de acesso a itens básicos, falta de informação e de apoio nesse período, muitas buscam alternativas como jornal, pedaços de pano ou folhas de árvores usados de forma improvisada no lugar de um absorvente para conter a menstruação. Segundo uma pesquisa realizada pelo canal de televisão CNN Brasil mais de 4 milhões de meninas não têm acesso a itens mínimos de cuidados menstruais nas escolas, o que está diretamente ligado à variáveis envolvendo a desigualdade racial, social e de renda. Nesse caso, as famílias priorizam itens de alimentação e dedica uma fração menor para itens de higiene menstrual.
Dessa forma, visando a imediata resolução do problema mencionado, é necessário que o Governo vigente, junto ao Ministério da Educação e do Ministério da Saúde por meio de palestras pontuando a importância da higiene menstrual e distribuição de absorventes para alunas em situação de vulnerabilidade e também disponibilizá-los em postos de saúde para que todas as mulheres possam ter livre acesso para cuidar de sua saúde básica. Com isso, espera-se que a pobreza menstrual seja reduzida e que todas possam ter acesso a itens de higiene relacionados a esse período. Somente assim, então, as mulheres poderão ter acesso a esse pilar que é assegurado pela Declaração Universal dos Direitos Humanos e tem uma boa qualidade de vida.