Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 12/11/2021

Pobreza menstrual é uma condição social que muitas meninas, mulheres e homens trans em vulnerabilidade econômica e social se encontram por não terem acesso a produtos básicos para manter uma boa higiene no período menstrual. Fica claro que esse problema é causado principalmente pela desigualdade social e omissão governamental, e traz como consequência impactos na vida dessas minorias.

Um levantamento feito pela “Always” em 2020, apenas dois terços das mulheres possuiam condições para fazer o uso de protetores menstruais, isto é, muitas não possuiam condições de comprar absorventes, item essencial no período menstrual. Essa falta de recursos acarreta no “confinamento” dessa pequena parcela em suas casas e o uso de absorventes improvisados, podendo gerar consequentemente, problemas de saúde fisiológicos ou psicológicos.

Além disso, o SUS (Sistema Único de Saúde), é responsável por distribuir milhares de camisinhas pelo Brasil, além de todos os serviços e remédios gratuitos. Embora a lista de serviços fornecidos pelo SUS seja extensa, em relação a itens de higiene menstrual, o governo mostra-se omisso e cego, quando não considera tais itens algo essencial à saúde, o que significa dizer também que há uma falha no cumprir da Constituição Federal de 1988.

Por conseguinte, fica claro que a pobreza menstrual é um problema social e de saúde. Portanto, faz-se necessário que o Ministério da Saúde, em parceria com estados e munícipios, oferte absorventes por meio de programas sociais que distribuam cestas de higiene, e/ou sua inclusão para distribuição no SUS, objetivando alcançar pessoas em situação de vulnerabilidade. Espera-se com isso, mitigar a pobreza menstrual e garantir o direito de acesso à saúde.