Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 12/11/2021

O artigo 6º da Constituição Federal de 1988 trata dos direitos sociais dos cidadãos, um dos quais é a assistência aos pobres. No entanto, isso não aconteceu de forma eficaz em termos de erradicação da pobreza menstrual. Portanto, vale destacar os motivos dessa confusão: ora é desigualdade social, ora é negligência do Estado.

Em uma primeira análise, vale destacar o surpreendente panorama da realidade menstrual vivida pelas meninas brasileiras. De acordo com o estudo “Pobreza Menstrual no Brasil: Desigualdade e Violação de Direitos”, 713.000 meninas não podem usar o banheiro ou chuveiro em casa e mais de 4 milhões não recebem cuidados menstruais mínimos na escola. Chegando a prejudicar a vida escolar de algumas meninas, porque estão no período menstrual e não têm absorventes higiênicos. Esse fenômeno também é afetado por outras variáveis ​​relacionadas à raça, sociedade e desigualdade de renda. Uma família mais vulnerável e de baixa renda tende a gastar uma pequena parcela de seu orçamento em produtos de higiene menstrual, porque a prioridade é a alimentação. De acordo com este estudo, nas mesmas condições, as meninas negras têm quase três vezes mais probabilidade de não conseguir ir ao banheiro do que de encontrar meninas brancas. Além disso, embora aproximadamente 24% das meninas brancas vivam em locais avaliados como sem estação de tratamento de esgoto, quase 37% das meninas negras vivem nessas condições.

Outrossim, vale destacar acerca da ausência de atenção por parte do Estado em relação a tal problema. Parece que a negligência do Estado na luta contra a pobreza não são suficientes. A negligência do país, a falta de saneamento básico, Os absorventes higiênicos e sua distribuição gratuita significam milhões de pessoas menstruadas Vítima da pobreza menstrual no Brasil.

Tendo dito isso, precisa ser abordado em todas as esferas deste problema para que deixe de existir. É imperativo que o Estado seja mais ativo na luta contra a pobreza menstrual. Essa ação pode ser realizada por meio da doação de absorventes internos para meninas no e a educação será realizada por meio de campanhas publicitárias alertando contra os riscos do uso de produtos não menstruais. Esta deve ser uma prioridade no tanto em programas governamentais como não governamentais.