Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 08/11/2021
Não é uma novidade que a menstruação sempre foi um enorme tabu, sendo considerada nojenta e algo que deve não comentado em público. Pessoas com útero são ensinadas desde sua infância uma aversão a própria menstruação.
Deste modo, a discussão sobre como absorventes são necessários, ou como existem outros métodos de se lidar com o fluxo. De fato, quando o tema saúde pública é citado, há diversos pensamentos ligados a casos de urgência, como acidentes, vacinas ou até mesmo pandemias como a da COVID19.
Porém, a saúde é tudo aquilo que um corpo precisa para um desenvolvimento e higiene melhor. A demonização da menstruação não está só conectada a uma questão de saúde, mas também está conectada com uma estrutura social e política que interfere diretamente em nossos pensamentos e planejamentos, que são resultado de uma estrutura patriarcal criada a muitas gerações.
Um dos exemplos, é de como camisinhas masculinas são oferecidas para a população de forma gratuita, porém nenhum tipo de absorvente ou até mesmo coletor menstrual é destribuído. É correto afirmar que a pobreza é apenas um de milhões de fatores agravam a situação de pessoas periféricas no Brasil.
Sendo de responsabilidade do governo que esta parcela da população consiga o mínimo de diginidade quando o assunto é o funcionamento natural de seus corpos. Os órgãos federais responsáveis devem tomar uma ação, desde que este é um problema que afeta milhões de pessoas a muitos anos.
O ministério da mulher, da família e dos direitos humanos em conjunto do Ministério da saúde, devem criar leis para que a distribuição não só de absorventes, mas como coletores ou calcinhas ou shorts menstruais para pessoas com útero. Além de promover campanhas para informar sobre o ciclo menstrual, como por exemplo: Cartazes, palestras em escolas e lugares públicos e até mesmo panfletos em postos de saúde. Deste modo, a normalização e uma futura equalização social sobre a menstruação estariam cada vez mais próximos do Brasil.