Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 08/11/2021
Recentemente, o Presidente da República vetou a proposta de distribuição gratuita de absorventes para pessoas em situação de rua e de baixa renda. Essa proposta foi feita com o objetivo de auxiliar pessoas que não têm condição de pagar para ter itens básicos de higiene menstrual. No entando, o veto do presidente é um ótimo exemplo de como há um grande desafio em combater essa pobreza menstrual no Brasil.
Em primeiro lugar, a pobreza menstrual traz diversos problemas para a sociedade no geral, pois, por exemplo, afeta a educação ao privar muitas meninas de frequentarem as escolas quando atingem o período menstrual, pois elas não têm absorventes para usar e ir para a aula; ela também causa problemas na saúde, porque a falta de higiene em relação à menstruação pode causar problemas como infecções bacterianas, dores pélvicas e até infertilidade ou a perda do útero, segundo a ginecologista Nathalia Posso.
Além disso, outro grande empecilho na vida das pessoas que menstruam é como a indústria trata o mercado de absorventes e outros itens de higiene menstrual, pois esses artigos são vistos como produtos cosméticos, supérfluos, e não como itens básicos e fundamentais para uma vida digna, o que resulta em preços muito caros e torna-os em produtos de luxo para algumas pessoas.
Portanto, conclui-se que a pobreza menstrual no Brasil é um grave problema que ainda sofre com muitos desafios para ser combatida. Faz-se necessário, então, que os políticos e governantes dos estados do Brasil aprovem leis que demandem a distribuição gratuita de absorventes e outros itens de higiene menstrual em postos de saúde, escolas públicas, abrigos para moradores de rua e penitenciárias, para que assim todas as pessoas que não têm condições de ter acesso à absorventes possam, finalmente, cuidar da sua higiene menstrual, ato que deve ser direito de todos, pois é algo fisiológico que não pode ser evitado naturalmente.