Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 10/11/2021
Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Biologicamente falando, a menstruação é um processo natural que ocorre no processo de parto feminino, que é transmitido por sangramento no canal de parto devido à perda do útero. Embora seja um processo natural que requer produtos higiênicos (como absorventes higiênicos), ainda existem algumas mulheres que não consegue obtê-los facilmente, o que é uma característica da pobreza menstrual. Desse modo, podemos ver a configuração de um grave problema, tendo como principal motivo a desigualdade social e a ineficiência governamental.
Em primeiro lugar, uma disparidade de renda no Brasil foi destacada como um fator complicador do impasse. De acordo com o Índice de Gini, do ponto de vista socioeconômico, uma sociedade brasileira é uma das sociedades mais desiguais do mundo. Mesmo que muitas mulheres não consigam manter nem mesmo a alimentação básica devido à baixa renda familiar, quanto mais higiene pessoal, isso confirma isso. Portanto, no século 21, é inaceitável que as mulheres não tenham o direito de passar seu período menstrual de forma tranquila e higiênica.
Além disso, a negligência do Estado também é um fator complicador nos contratempos. Segundo o filósofo contratual Rousseau, o governo deve proporcionar às condições de vida decentes. No entanto, isso não ocorre na prática, pois o país deixa de fornecer absorventes higiênicos gratuitos para as mulheres, principalmente como estudantes que passam a maior parte do tempo estudando, quebrando o contrato social proposto por esse pensador. Portanto, é inaceitável que o poder público manter a inércia contra a pobreza menstrual por meio do Sistema Único de Saúde (SUS) e distribuir preservativos gratuitamente às pessoas, ignorando esse caso específico de mulheres que não têm escolha.
Portanto, medidas urgentes são necessárias para superar os desafios do Brasil no combate à pobreza menstrual. Para tanto, o governo federal, responsável pela manutenção da ordem e do bem-estar coletivo, deve cooperar com o SUS na distribuição gratuita de colchonetes às mulheres de baixa renda que não podem adquirir esses itens. Isso deve ser feito por meio de mapeamento detalhado das áreas socioeconômicas mais pobres, um fim de eliminar a pobreza menstrual no país, proporcionando assim as condições de vida decentes para aqueles que precisam dessa ajuda. Feito isso, o bem-estar do povo brasileiro será gradativamente garantido, conforme estipula a Constituição Federal de 1988.