Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 08/11/2021

Na série “Game of Thrones”, é retratado uma personagem feminina assustada com o sangue em sua cama porque não sabe a origem do sangramento, mas é rapidamente explicado que o motivo era a primeira menstruação. De forma semelhante à série, o Brasil atual enfrenta a pobreza menstrual que compromete as condições de higiene das mulheres. Esse problema tem como causas a falta de colaboração do Estado e a desinformação dos jovens.

Nesse sentido, é importante destacar que um dos principais motivos para a pobreza menstrual é a falta de colaboração do Estado, pois não oferece medidas públicas eficientes para resolver esse problema. Nesse cenário, de acordo com o filósofo Karl Marx, só é transmitido aquilo que a classe dominante deseja. Dessa forma, a classe dominante dos políticos, em que a maioria são homens, não compreende a necessidade da distribuição de itens de higiene para as mulheres, como os absorventes. Assim, a pobreza menstrual aumenta e, consequentemente, as condições de higiene das mulheres tornam-se precárias.

Além disso, a desinformação dos jovens também agrava a pobreza menstrual, porque as crianças e os adolescentes não sabem como funciona o próprio corpo. Desse modo, segundo a Constituição de 1988, a educação é um direito dos cidadãos, no entanto, não é ensinado o funcionamento do corpo humano nas escolas, o que gera a estigmatização da menstruação. Logo, a ausência de aulas que expliquem aos alunos o comportamento do corpo das mulheres aumenta a pobreza menstrual e desrespeita a Constituição.

Portanto, para superar a pobreza menstrual no Brasil, o Estado, junto com o Ministério da Educação, deve, por meio de verbas governamentais destinadas à educação, implementar aulas de educação sexual nas escolas. Assim sendo, essas aulas devem ser dadas por especialistas no assunto e, será explicado o funcionamento do corpo feminino e que a menstruação é algo normal, a fim de diminuir a estigmatização. Ademais, os políticos devem aprovar as leis que visam a distribuição de itens de higiene, como os absorventes. Somente assim, será possível reduzir a pobreza menstrual no Brasil e se afastar da realidade vivida na série “Game of Thrones”.