Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 08/11/2021
A crise do coronavírus está deixando meninas e mulheres em todo o Brasil lutando para controlar a menstruação, com muitas enfrentando grave escassez de produtos, aumentos bruscos nos preços e falta de acesso a informações e serviços básicos.
As menstruações não param para uma pandemia e, a crise do coronavírus está tornando mais difícil para meninas e mulheres jovens administrar seus períodos menstruais com segurança e dignidade.
Muitos dos problemas que vemos existiam antes da pandemia, mas o vírus está piorando a situação. Já sabemos que o surto de coronavírus está tendo um impacto devastador nas finanças familiares em todo o mundo, mas agora vemos que meninas e mulheres também enfrentam escassez generalizada e aumento de preços em produtos de época, com o resultado de que muitas são forçadas a fazer com tudo o que elas podem encontrar para gerenciar seu período menstrual. Isso pode representar uma ameaça real para sua saúde e pode aumentar o risco de infecção.
Além disso, o estigma e a vergonha que as meninas enfrentam em relação à menstruação também estão aumentando. A falta de acesso a água potável, a falta de banheiros com portas e as dificuldades no descarte de produtos usados são apenas alguns dos desafios que enfrentam ao tentar administrar a menstruação de forma privada, segura e digna.
O estigma da menstruação é causa e consequência da desigualdade de gênero e pode ter um sério impacto nas chances de vida das meninas. Portanto, é fundamental que os governos e agências de saúde priorizem o gerenciamento da higiene menstrual em sua resposta à crise do coronavírus e tratem os produtos sanitários como itens essenciais durante a pandemia e depois dela.