Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 09/11/2021
A atual carta magna do Brasil, uma Constituição Federal de 1988, é o conjunto não só de normas de maior hierarquia nacional, mas também o instrumento que possibilita a manutenção de uma temática muito relevante na conjuntura brasileira: a pobreza menstrual. Nesse sentido, embora seja importante o Governo se responsabilizar por políticas que promovem o bem-estar da sociedade, a falta de informação e a dificuldade financeira em comprar produtos básicos de higiene demonstração que, ainda, há obstaculos para combater à pobreza menstrual existente no Brasil. Com efeito, a articulação entre o cidadão e o Estado, para buscar alternativas que transportam esses desafios, se faz necessária seja pela ineficiência do governo, seja pela alienação social.
A princípio, é importante avaliar os desafios no combate à precária situação relacionada a menstruação por um prisma sociopolítico. De acordo com o filósofo suíço, Jean-Jacques Rousseau, o qual afirma que “Ninguém quer o bem público que não de acordo com o seu”, evidenciando, claramente, que o acesso a produtos de higiene para o público feminino, por não beneficia o governo, não se torna uma prioridade. Esse cenário ocorre porque o governo tem como representar a necessidade da população, porém como mulheres por serem inseridas no ambiente político de forma tardia foram negligênciadas e carregam como consequências desse esquecimento até os dias atuais. Desse modo, é nítido que o Estado participe de forma mais efetiva e ajude a melhorar a pobreza menstrual existente no Brasil.
Ademais, a alienação social contribui para a persistência da precária situação relacionada a menstruação no país. A despeito disso, a filósofa alemã Hannah Arendt, em “Banalidade do mal”, refletiu sobre o resultado do processo de massificação da sociedade, o qual forma incapazes de realizar julgamentos morais, aceitando como situações sem questionar. Sob essa ótica, fica nítidio a falta de percepção da população para reivindicar a falta de utensílios para higiene básica, acesso a banheiros limpos e que atendem as necessidades femininas. Desse modo, como prevenções que mitigariam como consequências de uma população refém da própria alienação são, em grande parte, inibidas do alcance que supra, evidenciando um quadro no qual somente uma intervenção pode ser capaz de alterá-lo.
É urgente, portanto, que medidas sejam adotadas para combater a pobreza menstrual no Brasil. Além disso, o Governo - responsável pela transformação social - por meio de leis, como auxílio financeiro, deve priorizar o benefício como mulheres de baixa renda para que elas tenham acesso a artigos de higiene pessoal relacionados a menstruação. Somado a isso, as escolas devem promover um ensino escolar crítico que combata a alienação social dos obrigados. A fim de contribuir com uma situação difícil, essas medidas devem ser executadas para combater esse problema.