Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 12/11/2021
Segundo a Constituição Federal de 1988, no seu artigo 196, é dever do Estado garantir o acesso à saúde, bem com é responsável pelas medidas públicas para zelar pelo bem-estar físico de todos os cidadãos brasileiros. Porém, é notório que o Estado não vem cumprindo corretamente com tal obrigação no caso da saúde menstrual, já que, segundo uma pesquisa da “SEMPRE LIVRE”, 28% das mulheres de baixa renda são afetadas diretamente pela pobreza menstrual, ou seja, não possuem acesso a produtos básicos de higiene menstrual.
Também segundo a pesquisa da “SEMPRE LIVRE”, 1 em cada 4 mulheres já faltou a aula por não poder comprar absorventes, ou seja, a pobreza menstrual não afeta apenas na saúde física e mental das mulheres, mas também em sua educação, fazendo com que a desigualdade entre homens e mulheres no mercado de trabalho cresça ainda mais.
E, segundo o Diário Oficial da União publicado dia 7 de outubro, o atual presidente, Jair Bolsonaro, vetou uma lei que previa a distribuição gratuita de absorventes para estudantes de escola pública, presidiárias, moradoras de rua e mulheres de baixa renda, algo que nos mostra que a dignidade menstrual não está na pauta do atual governo, e ao menos que ela esteja no próximo, a pobreza menstrual continuará sendo um problema que afeta milhares de brasileiras todos os dias.
Conclui-se que a pobreza menstrual é um problema que deve ser combatido, pois ela afeta diretamente na educação, qualidade de vida e saúde das mulheres. E, para que isso aconteça, devemos conscientizar a população sobre este problema, através de campanhas publicitárias e da abordagem sobre o assunto nas escolas, para que o povo possa escolher líderes políticos que tenham em pauta combater a pobreza menstrual, e que tenham propostas viáveis para isso.