Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 12/11/2021
Pobreza menstrual é a falta de acesso de meninas e mulheres a produtos básicos no período da menstruação. Não se restringe só à falta de dinheiro para comprar absorventes, pois tem relação também com a ausência ou precariedade de infraestrutura no ambiente onde vivem, como banheiros, água e saneamento.
As escolas públicas são um grande exemplo de lugares com uma baixa infraestrutura, pois é quase como se o governo as abandonasse. Por exemplo, uma pesquisa diz que: “Uma em cada 4 adolescentes no Brasil não tem acesso a absorventes durante o período menstrual e quase 30% das mulheres jovens já deixaram de ir à escola por isso.” Vendo essa situação e pensando que a maioria dos casos é nas escolas públicas, o governo tem grande parte da culpa nesse quesito, pois eles não dão um ponto de fuga para essas mulheres que não tem condições de pagarem por um absorvente.
O grande motivo delas não terem como comprar esses produtos é que em uma estimativa cada ciclo menstrual custa 30 reais e 13% da população vive com menos de 246 reais por mês. Outra coisa, agora relacionando com a fome, é que quando você não tem dinheiro nem mesmo para comprar comida, itens de higiene como absorventes são itens de luxo. Só com essa pequena pesquisa e fala já é possível deduzir que existe uma elitização nesses objetos.
Vendo está situação que o país está, onde o governo esta negligenciando sua própria população que passa por dificuldades financeiras, e o custo médio do período menstrual. Algo que pode solucionar o problema é a distribuição gratuita de calcinhas absorventes, absorventes externos e internos, e coletores menstruais em postos de saúde. Isso, além de ajudar as pessoas que não tem dinheiro para comprar esses produtos, iria deixar as meninas mais confiantes para ir às escolas, pois elas não iriam passar “vergonha” na frente dos outros alunos, quando se menstruassem.