Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 12/11/2021
Em virtude do cenário atual, é possível perceber como a população brasileira empobreceu, diversas pessoas não estão tendo renda para comprar sua própria comida. Com isso, pensa-se em outros problemas relacionados à pobreza, sendo um deles a pobreza menstrual. Visto que esse é um grave problema no Brasil, são necessárias soluções para combater os desafios gerados por este problema, que são não só a dificuldade de comunicação sobre o assunto mas também a negligência estatal.
Primeiramente, para que um problema seja resolvido, é necessária a comunicação, todavia conversar sobre as genitais e partes mais íntimas da vida de uma pessoa é um tabu atualmente. Com a menstruação não é diferente, a população brasileira tem uma grande dificuldade de dialogar sobre o assunto. Gerando dúvidas, incertezas, aumento do número de pessoas que menstruam em silêncio e outros problemas relacionados à higiene pessoal, pois muitas pessoas não tem ideia dos seus direitos, atrapalhando assim o estudo, o trabalho, a saúde e a vida delas.
Ademais, não partem só da população as dificuldades, o Estado e suas ações também complicam fortemente o assunto. É possível perceber isso quando é analisada a ineficácia das ações governamentais relacionadas a carência menstrual, uma vez que o próprio governo do país não toma atitudes suficientes para a diminuição e a solução do problema, como a doação de itens higiênicos e a criação de programas. Além de que a distribuição de absorventes íntimos foi cortada pelo presidente Jair Bolsonaro, sendo mais um exemplo da negligência do governo à esse assunto.
Logo, é possível concluir que além de um grave problema em relação à saúde física e mental, também atrapalha a vida escolar e profissional de diversas pessoas. Por isso é necessária uma solução, principalmente e especificamente realizada pelo governo, aplicando novos projetos para a doação de equipamentos higiênicos, além de realizar a melhoria do saneamento básico em comunidades carentes, cidades rurais e escolas públicas. Melhorando assim a qualidade de vida de muitas pessoas, diminuindo ou até mesmo acabando com a pobreza menstrual.