Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 10/11/2021
Menstruação, é um processo natural que ocorre na vida fértil da mulher. E com isso, em determinadas épocas do mês, as mulheres sangram. E por isso, elas têm de ter banheiro propicio a uma higiene sadia, absorventes ou coletor menstrual, lenços umedecidos, papel higiênico, e outras coisas mais, que não as constranjam.
Em muitos relatos que li na internet, dizem que as mulheres usam além de paninhos, jornais, papel higiênico, usam também miolo de pão, para reter o sangue menstrual. Mas, eu não consigo entender isso. Miolo de pão? Se miolo de pão fermenta dentro de nossos estômagos, como fica no interior da vagina das mulheres? Isso é um absurdo! Se nós homens temos o direito a camisinha, por quê, as mulheres não têm o direito ao absorvente?
Seria fácil a distribuição através do Governo. Bastaria que cadastrassem as mulheres que vivem abaixo da linha da pobreza, mulheres que não tem poder aquisitivo para sua própria higiene pessoal, e através disso, seriam distribuídos através da Clínica da Família e por farmácias populares que aderissem ao programa.
Por outro lado, existem ONGs que já atuam para suprir a necessidade dessas mulheres. Pessoas com poder aquisitivo melhor, poderiam se unir para adquirir produtos de higiene pessoal, e doar à essas mulheres de baixa renda.
Lamentámente, nem sempre podemos contar com o governo de nosso país. Restando a nós nos mobilizarmos para que esses produtos não faltem a mulher nenhuma.
Mulheres que vivem nas ruas, muitas vezes, além do constrangimento de morar nas ruas, ainda passam pelo constrangimento menstrual. Mulheres encarceradas, usam o absorvente como moeda de troca nos presídios, já que não são oferecidos a elas, seus familiares têm de levar para que elas usem durante seu ciclo.
Isso é uma vergonha para nossos governantes que não provêm os itens necessários, como também para nós, que podemos ajudar e muitas das vezes, não fazemos nada.