Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 12/11/2021
O período menstrual é descrito por muitas mulheres como uma fase incômoda, caracterizada por dores e desconforto com sua higiene. Observando essa realidade, é ainda mais complicado para aquelas que não possuem condições para passar por esse momento de forma adequada, situação essa conhecida como pobreza menstrual. Entre os desafios para o combate desse cenário estão a falta de saneamento básico e de acesso aos produtos de higiene, tendo como base a desigualdade socieconômica.
Em primeiro lugar, vemos que cerca de 713 mil meninas não possuem banheiro ou chuveiro em casa, dado esse que retrata a privação de direitos. A excassez de água tratada junto a ausência de produtos apropriados resultam em infecções, comprometendo a saúde da cidadã. E ainda, é importante destacar que as mesmas apresentam carência na qualidade de vida, de tal forma que a compra de absorventes não é viável quando muitas vezes não possui capital nem mesmo para alimento.
Ademais, é fundamental a disposição de produtos íntimos nas escolas, visando apoio às estudantes e contribuindo para a melhora da evasão escolar, garantindo o incentivo ao sistema educacional. Além disso, o acesso à saude, bem-estar e higiene fazem parte dos direitos humanos, tendo em vista que, em 2014 , a Organização das Nações Unidas (ONU) compreendeu que a necessidade das mulheres à higiene menstrual é uma questão de saúde pública, sabendo que a falta de produtos pode gerar doenças, como anteriormente já citado.
Entende- se, portanto, a necessidade de medidas efetivas, visto que é indispensável a garantia de uma vida saudável à todos indivíduos. Desse modo, cabe ao Ministério da Saúde, por meio do Sistema Único de Saúde, proporcionar nos postos de saúde absorventes e remédios para cólica, com o intuito de transformar esses produtos acessíveis à todos que necessitam, assegurando melhorias no conforto e bem-estar dos mesmos.