Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 12/11/2021
No dia 7 de outubro, o governo Bolsonaro vetou a distribuição gratuita de absorventes para mulheres de baixa renda, o tema ganhou muito destaque nas redes sociais e potencializou muitas polêmicas. O absorvente é um item básico, e sem ele, a saúde das pessoas que menstruam é comprometida. Ou seja, é nítido que certos grupos sociais não possuem apoio do governo, e isso amplia cada vez mais a desigualdade social.
Em primeira análise, a pobreza menstrual contribui para aumentar desigualdades entre homens e mulheres, isso acontece porque meninas sem condições de comprar absorventes acabam faltando na escola, o que prejudica o desenvolvimento escolar delas. De acordo com o jornal “O Tempo”, 28% das mulheres brasileiras já deixaram de ir à aula por não conseguirem comprar um item básico de higiene. Como consequência pela falta de escolaridade, muitas delas possuem dificuldades para encontar uma vaga de emprego.
Além disso, a falta de higiene traz risco à saúde das pessoas que não têm oportunidades de comprar absorventes. Na tentativa de conter o fluxo, elas usam materiais inapropriados. Segundo pesquisas recentes publicadas no G1, mulheres já precisaram substituir absorventes por papel higiênico, roupas velhas, jornais e até mesmo miolo de pão. Mesmo correndo risco de haver infecções , o governo não oferece suporte a esse grupo, que equivale a 51,8% da população brasileira.
Tendo em vista todos os argumentos apresentados acima, é possível notar que o atual governo brasileiro não oferece suporte para indivíduos que menstruam. Solucionar essa questão é algo urgente, e o caminho para isso começa pela aprovação da distribuição de absorventes para pessoas de vulnerabilidade, deste modo, todas as pessoas teriam acesso e não teriam problemas relacionados a esse tópico.