Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 13/11/2021
É notório que a precariedade menstrual, isto é, a falta de infraestrutura, conhecimento e acesso à recursos que auxiliam para que sejam tomados os devidos cuidados e direitos relacionados à menstruação, é uma realidade agravante no cenário atual brasileiro. Referente a isso, um dos diversos fatores, como a questão financeira, regional e racial, que influenciam na propagação deste problema, é a ausência de apoio para as pessoas que menstruam no ambiente escolar.
No que diz respeito a isso, de acordo com os dados da PNS 2013 (Pesquisa Nacional de Saúde), a média de idade em que ocorre a primeira menstruação, ou menarca, para as mulheres brasileiras é de 13 anos, sendo que aproximadamente 90% delas têm tal experiência entre 11 e 15 anos de idade. Dito isso, é possível afirmar que uma elevada taxa de meninas começarão a fase menstrual de suas vidas no período escolar. Sendo assim, é fundamental que seja proporcionado um ensino adequado em relação ao assunto nas escolas, a fim de ajudá-las a compreender esse fenômeno natural, a conseguir lidar com a situação da maneira correta, dar suporte, quebrar mitos falsos relacionados ao assunto, acabar com a discriminação às pessoas que menstruam, propagar o conhecimento verídico sobre isso para mulheres e homens, entre outros fatores.
Paralelo à isso, baseado no relatório “Pobreza menstrual no Brasil - Desigualdades e violações de direitos” da UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância), cerca de 321 mil alunas, ou seja, 3% das meninas nas escolas, estudam onde não há banheiro em condições de uso. Além disso, tal pesquisa também apontou que, 1,24 milhão de brasileiras não possuem a disposição de papel higiênico nos banheiros escolares. Desta forma, é possível afirmar que as escolas não estão concedendo os tratamentos e o ambiente adequados para as estudantes lidarem com a menstruação. Sendo assim, de acordo com os fatos e argumentos supracitados, é possível concluir que, uma fase de tamanha importância na vida das mulheres é extremamente prejudicada por conta da precariedade menstrual dentro do ambiente escolar.
Consoante a isso, para que as pessoas que menstruam tenham mais apoio e condições melhores em relação ao assunto, é necessário que as instituições e escolas públicas proporcionem ensino e objetos pessoais aos estudantes. Desse modo, esse estigma presente no Brasil será confrontado através de mudanças e atitudes.