Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 12/11/2021
Pobreza menstrual
Milhares de mulheres em todo o mundo necessitam de higiene básica, espaços seguros e higiênicos, e dinheiro para comprar absorventes. Porém não é isso que acontece hoje no Brasil, e em outros lugares do mundo. A pobreza menstrual é justamente isso, a falta desse acesso a itens básicos de higiene durante a menstruação.
Segundo a CBC (Cruz Vermelha Brasileira), que é um movimento humanitário, 1 em cada 4 mulheres já faltou a aula por não poder comprar absorventes e 23% das brasileiras entre 15 e 17 anos não tem acesso a produtos de higiene menstrual. Outro estudo feito é de que 28% das mulheres de baixa renda são afetadas diretamente pela pobreza menstrual, muitas acabam usando produtos não indicados, colocando a saúde em risco, como por exemplo: meias , retalhos de pano, jornais, e até mesmo miolo de pão.
Isso tudo é ainda mais agravado por tabus sociais, o constrangimento, e a desinformação em volta da menstruação.
Acredita-se que seria de grande ajuda se houvesse uma conscientização nas escolas sobre o assunto, ajudando a propagar a informação e com a ajuda do governo distruibuir absorventes para mulheres em situações precárias. Há pouco tempo atrás uma proposta chamada de “Lei do absorvente” foi aprovada pela Câmara e pelo Senado, proposta que previa a distribuição gratuita de absorventes higiênicos para estudantes dos ensinos fundamental e médio, mulheres em situação de vulnerabilidade e para as que estão encarceradas, porém foi vetada pelo presidente Jair Bolsonaro. Essa lei seria uma grande oportunidade de garantir ás mulheres os seus direitos básicos de higiene. Uma iniciativa é apoiar esses tipos de leis.