Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 13/11/2021

O documentário “Absorvendo o Tabu”, disponível na Netflix, aborda a enorme ignorância quanto à menstruação e a falta de acesso à higiene mentrual numa aldeia na Índia. O curta-metragem capturou imagens e depoimentos reais para retratar a exclusão e as humilhações a que são submetidas mulheres, não só na Índia, mas em vários outros países, incluindo o Brasil.

No Brasil, uma em cada quatro adolescentes não têm acesso a absorventes durante seu período mentrual. Falta de condição financeira para comprar absorventes e de estruturas sanitárias estão entre as principais causas do problema. Pedaços de pano, jornal ou miolos de pão são usados de forma improvisada no lugar de um absorvente para conter a menstruação, podendo gerar danos a saúde.

O estudo “Impacto da pobreza menstrual no Brasil”, encomendado pela Always e feito pela plataforma de pesquisas Toluna, aponta que 28% das mulheres jovens já deixaram de ir às aulas por não conseguirem comprar um absorvente. Esse fato contribui para aumentar a desigualdade na educação entre homens e mulheres, pois elas acabam frequentando menos as aulas.

É evidente que a pobreza menstrual traz inúmeros impactos na vida de meninas, mulheres e homens trans, tais como infecções vaginais, evasão escolar e ansiedade. Portanto, são necessárias ações vindas do Governo diante desta situação. Calcinhas absorventes, absorventes externos e internos e coletores menstruais, descartáveis ​​ou não, devem ser distribuídos gratuitamente em postos de saúde, escolas e em unidades prisionais. A distribuição de panfletos informativos para pessoas de baixa renda também pode ajudar a conscientizar e contribuir para combater a precariedade menstrual.