Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 12/11/2021
Em relação a menstruação, sabe-se que ao longo da história humana, antes da invenção do absorvente, as pessoas se submetiam a improvisos com pedaços de panos para conter o sangue, se colocando em risco de contraírem doenças ou infecções. Embora, essa realidade tenha mudado com o desenvolvimento dos absorventes, muitos indivíduos que menstruam ainda não tem acesso a eles. Dessa forma, nota-se uma pobreza menstrual, e é necessário promover uma análise a fim de combate-la, o que só será possível a partir do entendimento dos desafios no que tange ao problema. Sob essa lógica, é preciso compreender a negligência do Estado, bem como o tabu relacionado à menstruação. Em uma primeira análise, pode-se perceber que o governo negligencia a solução do problema. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), o acesso à higiene menstrual é um direito que necessita ser tratado como uma questão de direitos humanos e saúde pública. Sob esse viés, o Estado não segue a linha de pensamento da ONU, pois trata com descaso a criação de políticas públicas que visem combater a pobreza menstrual. Nesse contexto, o governo não cumpre o seu papel de resolver quaisquer problemas e garantir que os direitos previstos na Constituição Federal, como o acesso à saúde, sejam de fato cumpridos. Desse modo, a forma como o Estado lida com o problema é o maior desafio a ser combatido.
Além disso, o tabu relacionado à menstruação é um dos causadores da pobreza menstrual. A filósofa Simone de Beauvoir defende que pior do que a ocorrência de uma problemática é a forma como as pessoas se habituam a ela. Nesse viés, os indivíduos se habituaram à pobreza menstrual por conta da menstruação ser considerada um tabu, logo, como consequência de tal pensamento, o assunto não é debatido pela sociedade em prol da mudança desse quadro. Dessa forma, o problema abordado é tratado com preconceito, o que impede que as pessoas que passam por tal situação tenham oportunidade de lutarem pelos seus direitos, assim, sendo um dos desafios a serem combatidos. Portanto, é de extrema necessidade que os desafios no combate à pobreza menstrual sejam combatidos. Logo, cabe ao Poder Público, responsável pelo bem estar dos brasileiros, crie projetos que ofertem gratuitamente o acesso à higiene menstrual, por meio da disponibilização de verbas do Tribunal de Contas da União, a fim de combater as mazelas menstruais. Ademais, cabe ao Poder Público, junto à mídia, desenvolver campanhas publicitárias que tenham como objetivo conscientizar as pessoas a cerca do tabu relacionado à pobreza menstrual. Assim, espera-se que que o problema fique apenas no passado da história.