Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 12/11/2021
Pobreza menstrual é um problema de saúde pública que afeta as pessoas que menstruam e que se relaciona diretamente à violação dos direitos humanos. Atualmente, muitos fatores, tais como evasão escolar, insuficiência de informação, tabus e preconceitos, corroboram para que haja esse problema dentro da sociedade. A falta de informação sobre o período menstrual gera algumas consequências na vida dessas pessoas e também é a chave para o surgimento de várias doenças e problemas psicológicos, então, vale se discutir sobre o assunto e tentar amenizar esses problemas.
Em primeiro momento, a falta de conhecimento, informação e entendimento do próprio corpo, levam as mulheres mais jovens a não saberem os devidos cuidados a serem tomados durante esse período, podendo desenvolver um maior número de doenças e infecções. Além disso, em muitas escolas, não há instalações adequadas para que elas possam fazer sua higiene de forma segura e completa, tornando-se um fator que aumenta o número de pessoas que deixam de frequentar as escolas, consequentemente os preconceitos passam a se tornar presentes na vida das meninas.
Ademais, na sociedade contemporânea, ainda há um enorme tabu a respeito da menstruação. No ducumentário que foi desenvolvido na India - “Absorvendo o tabu”, a produção mostra na prática como essa falta de informação sobre a menstruação esta diretamente relacionado a vida da jovem, e mostra como isso impacta na vida delas. Fazendo um parelelo com o documentário, no Brasil, as jovens também vem enfrentando adversidades e em uma pesquisa realizada pela Federação Brasileira das Associações de Ginecologista e Obstreta, constatou-se que 4 milhões de brasileiras nunca foram ao ginecologista, por vergonha, medo de algum diagnóstico ou por falta de recursos.
A partir dos fatos apresentados, cabe salientar que a pobreza menstrual afeta muito a vida das pessoas que mentruam e prejudica tanto na vida escolar, quanto a saúde. Para tentar amenizar esse problema, o ministério da educação, poderia investir na educação menstrual, em políticas públicas que atendam essas pessoas e poderia iniciar campanhas de concientização dentro e fora das escolas, para que, aqueles que menstruam, possam conhecer seu corpo e seu ciclo menstrual.