Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 13/11/2021

Ao analisar os desafios do combate à pobreza menstrual, o que mais se vê é a desigualdade de renda, que impede as pessoas de obter absorventes higiênicos por causa do alto imposto sobre vendas. Nesse caso, entre as várias complicações, essa realidade afeta as pessoas que menstruam nas escolas.

Uma pesquisa online encomendada pela marca Always descobriu que, em algum momento da vida, 29% das pessoas entrevistadas não tiveram dinheiro para comprar produtos higiênicos voltados ao período menstrual, o que as coloca em condições de vulnerabilidade social, pois deixam de estudar e trabalhar, em razão da exposição à infecções.

Além disso, não é somente a falta de dinheiro que é um problema, muitas vezes abordar assuntos no que tange à menstruação e aos cuidados que ela requer são um tabu, ou seja, pouco se discute a respeito. Dessa forma, isso causa uma desinformação na sociedade sobre esse assunto que pode ser agravada.

Portanto, o desamparo social e econômico das mulheres durante os períodos menstruais parece ser uma questão nacional que precisa ser esclarecida. Em primeiro lugar, o Ministério da Saúde deve cooperar com as empresas e departamentos de saúde que produzem produtos higiênicos para ajudar as mulheres em áreas pobres, distribuindo kits com equipamentos de higiene, como absorventes, lenços umedecidos e até mesmo papel higiênico todos os meses, assim,  é possível que o as mulheres poderão trabalhar e estudar de forma confortável e saudável. Além disso, é necessário que os grupos de mídia, com a ajuda de médicos, apresentem os ciclos menstruais das mulheres por meio de vídeos com explicações científicas e estudos sociais. Portanto, os cidadãos não terão mais atitudes e ideias preconceituosas em relação às mulheres brasileiras.