Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 12/11/2021
Pobreza menstrual é um conceito o qual reúne um fenômeno complexo, transdisciplinar e multidimensional, vivenciado por meninas e mulheres brasileiras, devido à falta de acesso e escassez de recursos, infraestrutura e conhecimento para que tenham plena condição de cuidar da sua menstruação e higiene íntima. Tal situação adorna meninas brasileiras que vivem em condições de pobreza e vulnerabilidade, mesmo nas grandes metrópoles, limitadas de acesso a serviços de saneamento, recursos para a higiene e até mesmo do conhecimento sobre o próprio corpo.
O tema é um fenômeno complexo, com diversos fatores ligados a ele, tais como a falta de acesso a produtos adequados, saneamento básico, tabus e preconceitos, ou até mesmo questões financeiras onde muitas vezes as meninas não atuam sobre o orçamento da família.
Como consequência da falta de eficiência e eficácia do inadequado manejo da menstruação, diversos problemas fisiológicos são acarretados, como alergias, infecções urogenitais e candidíase, tais podem ser letais. Além disso, existe o ponto de vista emocional, onde a pobreza menstrual gera desconforto, estresse, ansiedade e inseguranças contribuindo assim para aumentar a discriminação que meninas e mulheres sofrem com tal exclusão.
Outro problema ainda, decorrente a esse, é o da questão ambiental, visto que o descarte de plásticos de uso único gerado pelo uso de absorventes descartáveis é, sem dúvidas, uma questão muito relevante no cenário atual de degradação do meio ambiente. Soluções andam sendo levantadas, como a distribuição de coletores menstruais, porém, para o devido manuseio deste, um amplo autoconhecimento deve ser ensinado para que o corpo feminino não sofra nenhuma contusão.
Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para que o corpo feminino tenha voz e não continue sendo algo irrelevante enquanto arca com diversas importunações. Primeiramente, a Sabesp junto do Governo devem tentar ao máximo contornar o problema da falta de saneamento básico em diversos locais. O PSN, Ministério da Saúde e Governo precisam com prontidão tomar iniciativas, o direito gratuito ao acesso de absorventes íntimos, ou mesmo para ajudar a combater a degradação ambiental, calcinhas menstruais ou coletores menstruais, onde junto do Conselho Escolar, publicitários e outros órgão escolare ajudem na propagação do autoconhecimento e informação para a utilização mais eficaz.