Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 12/11/2021

A pobreza menstrual é um termo usado para a falta de acesso de principalmente meninas e mulheres a produtos de higiene básica no período menstrual, a pobreza menstrual gera um grande impacto negativo em atividades cotidianas como trabalho e escola, onde as pessoas que menstruam passam dificuldades por apenas menstruar. Pobreza menstrual não se refere à falta de dinheiro para comprar absorventes. Ela é apenas um sintoma de todo um problema global de falta de acesso aos itens básicos de higiene.

De acordo com uma pesquisa realizada com 1124 mulheres brasileiras de 16 a 29 anos em todos país indicou que 1 e cada 4 mulheres faltaram na escola no período menstrual por não poderem comprar absorventes e 45% das mulheres entrevistadas disseram que faltar na escola não as causou nenhum impacto no rendimento escolar. É válido ressaltar que nos países em desenvolvimento, somente 27% da população têm instalações sanitárias adequadas em casa, de acordo com a UNICEF.

Aqui em nosso país, segundo a ONG Trata Brasil, 1,6 milhões de pessoas não têm banheiro em casa. Ainda, segundo levantamento 15 milhões não recebem água tratada e 26,9 milhões moram em locais com esgoto a céu aberto. Acima de tudo, mulheres em situação de rua e/ou de pobreza, que vivem em abrigos, presidiárias, refugiadas, estudantes são as mais afetadas. Para elas, a menstruação é sinônimo de caos: não possuem dinheiro e, muito menos, têm acesso a banheiros.

Com as informações apresentadas anteriormente é notável que a menstruação ainda é uma questão na qual precisa de muito aprimoramento em questões governamentais, onde o governo deveria interferir principalmente para recorrer às pessoas que menstruam e se encontram em situação de vulnerabilidade social e auxiliá-las fornecendo produtos de higiene básica como absorventes.