Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 13/11/2021
Pobreza mentrual e o tabu brasileiro
Recentemente no Brasil houve o veto do presedente Jair Bolsonaro à distribuição de absorventes íntimos nas escolas e aos grupos de pessoas que menstruam no Brasil, mesmo sabendo que os mesmos continuam sendo muito caros, tornando dificio a obtenção deles para as mulheres em situações de pobreza, ou de rua.
Apesar do assunto estar muito presente nas midias atuais, ainda existe o tabu sobre a menstruação e as suas dificuldades em questões de acesso a recursos como água, sabão e banheiros. Foi elaborado pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) um relatório que mostra que mais de 4 milhões de meninas estudantes, frequentam escolas sem ter acesso a pelo menos um desses itens.
Segundo um levantamento feito por uma marca de absorventes, 28% de meninas alunas brasileiras, já perderam aulas por falta de produtos para usar. Em algumas escolas da Bahia, já estão sendo formados projetos de arrecadação de produtos como sabonetes de higiene para serem distribuidos mensalmentes para as meninas de 10 anos para cima.
Um tabu que deveria ter sido quebrado a muito tempo assola a população jovem brasileira atual, criando muitos obstaculos para falar sobre a menstruação, esse assunto poderia ter começado a ser resolvido no passado, se as pessoas conversassem mais sobre isso de forma mais aberta, poderiam ter visto todas as dificuldades passadas pelas jovens lá trás, assim amenizando os maiores obstaculos da pobreza mentrual.