Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 13/11/2021

A “atitude de Blasé”- termo proposto pelo sociólogo alemão Georg Simmel no livro “the metropolis and mental life”- ocorre quando um indivíduo passa a agir de maneira indiferente diante de situações que ele deveria dar atenção. Associando esse termo com o comportamento do governo e da população diante dos desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil, é possível notar grande similaridade. Dentre os principais desafios para combater essa problemática, tem-se a falta de informações sobre saúde íntima e também a falta de saneamento básico em diversas regiões do país.

Em primeiro lugar, é necessário destacar que a desinformação sobre saúde íntima é um desafio que deve ser combatido para diminuir a pobreza menstrual no país, pois pessoas que se informam  sobre cuidados íntimos, higiene pessoal e precauções durante a menstruação são menos suscetíveis a adquirirem doenças e infecções bacterianas relacionadas à genitália feminina, como candidíase e vaginoses. Portanto, é de extrema importância que medidas sejam tomadas para propagar informações acerca da saúde íntima e assuntos associados, a fim de garantir saúde e qualidade de vida a todos.

Além disso, vale ressaltar que, no Brasil, o saneamento básico é um direito assegurado pela Constituição Federal. Entretanto, nota-se, em diversas regiões brasileiras, a ausência desse serviço. Esse fato é um grande desafio para o combate à pobreza menstrual no país, pois muitas pessoas que menstruam não possuem condições básicas de higienizarem seus corpos e cuidarem da saúde íntima  durante o período menstrual. Logo, é necessário que o governo tome medidas cabíveis para assegurar que todos tenham acesso ao saneamento básico, para assim, facilitar a higiene básica, principalmente, das pessoas que menstruam.

Desse modo, foi possível notar alguns dos desafios a serem enfrentados para acabar com a pobreza menstrual no Brasil. portanto, para cessar essas problemáticas, é necessário que o Governo Federal, por meio de programas que visem reformas para o melhoramento do saneamento básico, elabore uma estratégia para por em ação, o mais rápido possível, reformas e construções para melhorar a infraestrutura e saneamento de regiões mais carentes. Também é necessário que o Ministério da Educação, juntamente com o Ministério da Saúde, por meio de palestras e programas educacionais, dentro e fora das instituições de ensino, propaguem informações sobre saúde íntima e menstruação, a fim de mostrar a população o quão importante e necessário é debater e conhecer esse tema.