Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 13/11/2021
Durante a idade Média, os médicos, todos homens, da sexista sociedade europeia da época, classificavam errôneamente a menstrução, como algo impuro e sujo ou até mesmo uma doença. As mulheres ao longo da história, infelizmente, foram vítimas de inúmeras crueldades, silenciadas, mutiladas e estrupadas, consquitaram o seus direitos e espaços com muita luta, mesmo hodiernamente ainda há absurdos acontecendo como o atual regime político do Talibã, que assasinou uma jogadora de vôlei, por ser proíbida a prática de esportes femininos no país. No Brasil, a pobreza menstrual é reflexo da ineficácia das esferas de poder público e de um senso comum machista.
Nesse cenário, as instâncias governamentais desde a municipal a federal, falham em oferecer alento as pessoas mais pobres do país, que são privadas de muitos direitos, como uma educação de qualidade e saúde, pois segundo Índice de Desenvolvimento Humano das Nações Unidas, o país não esta nem entre os 70 melhores ranqueados. Isso influência diretamente na pobreza menstrual, pois por se tratar de um problema de saúde pública o estado falha em oferecer absorventes e acompanhamento ginecológico para as mulheres mais pobres do Brasíl. Recentemente, o atual presidente da república, vetou a distribuição gratuita de absorventes, explicitando, uma vez mais, o descaso público com a saúde menstrual das mulheres.
Somado a essa problemática, o senso comum brasileiro é machista e ao longo da história desde a idade Média, se construiu uma visão negativa sobre a menstruação, assim sendo não é vista como um fênomeno natural do corpo feminino e sim como falta de higiene das mulheres, ou que ainda a tensão pré menstrual popularmente conhecida como ‘‘TPM’’ é frescura. Dessa maneira, para o filósofo Immanuel Kant, o juízo de valor de uma sociedade é diretamente responsável por moldar a maneira de pensar e agir das crianças, que assimilam o pensamento coletivo como uma verdade universal. Sob esse prisma, os pequenos são aprendem desde cedo pela sociedade sexista, uma visão errônea sobre a menstruação, contribuindo para a falta de conhecimento e preconceito sobre o tema.
Em suma, o descaso do poder público e o machismo social, são obstáculos para acabar com a pobreza menstrual e medidas devem ser efetivadas. Portanto, intervir cabe ao Governo Federal, por meio do Ministério da Educação e da Saúde, primeiramente distribuindo absorventes nas escolas e unidades básicas de saúde do país, por meio da licitação de empresas especializadas em logística, a fim de garantir a todas as mulheres produtos menstruais. Posteriormente, por meio do Ministério da Educação, implementar nas instituições de ensino, aulas sobre o ciclo menstrual com professores de biologia, a fim de descontruir mitos do senso comum relacionados ao tema, mudando as pessoas.