Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 17/11/2021
Brás Cubas, o defunto-autor de Machado de Assis, disse em suas ‘‘Memórias Póstumas’’ que não teve filhos, a fim de não ter de esclarecer os legados das misérias humanas para ninguém. Da mesma forma, o descuido e a despreparação governamental enquandram-se no posicionamento do personagem, uma vez que constituem adversidades para mitigar os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil. Logo, faz-se urgente discutir os problemas, em prol do bem-estar feminino.
A priori, um entrave é a ineficácia do Estado, em combater os revéses negativos sob a precariedade menstrual em pessoas de baixa renda monetária. Segundo a constituição de 1988, é direito de todo cidadão o benefício à saúde. No entanto, é evidente que o poder público se faz ausente como executar de direitos fundamentais, já que não consolida políticas voltadas à distribuição de kits básicos de higiêne. Isso faz com que meninas e mulheres, aparentam insegurança sobre esses casos e até mesmo disfunções uterinas, causadas pelo desespero de suprimir o fluxo de plasma. Dessa maneira, devido à negligência estatal em consolidar os direitos básicos dos cidadãos, elas são prejudicadas em relação à tudo.
Além disso, é válido apontar os tabús sobre menstruação como um agente que fomenta as vias problemáticas. A esse respeito, a Terceira Lei de Newton afirma que toda ação corresponde a uma reação de igual intensidade. Da teoria à prática, nota-se que o silêncio a respeito da menarquia, sustenta a permanência do descaso e, consequentemente, colabora para que mulheres de todas as idades, sintam medo ou vergonha para saírem de suas casas.
Sendo assim, seria imperioso que o Governo Federal - como instância máxima de administração executiva - realizasse uma concessão de absorventes por intermédio de um programa social em todo país, a fim de abolir qualquer caso de displicência do sangue mensal feminino.