Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 18/11/2021

No seriado " O Gâmbito da Rainha", a personagem principal Beth durante a sua infância no orfanato recebeu uma punição após falar sobre sua menstruação em voz alta. Nesse sentido, no Brasil contemporâneo a pobreza menstrual é um assunto que tem ganhado cada vez mais visibilidade. Logo, é possível também identificar as raízes desse problema que são a omissão governamental e a falta de empatia.

Nesse contexto, ressalta-se que a negligência governamental é um fator determinante para a consolidação dessa problemática. Dessa maneira, a filósofa Djamila Ribeiro, na sua obra “Pequeno Manual Antirracista”, defende a ideia de que para um problema ser solucionado, é necessário que a sociedade não se omita em relação a ele. Nessa perspectiva, essa reflexão se conecta perfeitamente com a omissão por parte do governo, visto que a saúde menstrual é um dever do estado, e que esse descaso em relação à comunidade resulta na instauração de um cenário de desespero e injustiça social.

Outrossim, a falta de empatia também é uma das raízes do problema. Nesse âmbito, segundo Zygmunt Bauman, a pós-modernidade é fortemente influenciada pelo individualismo. A tese do sociólogo pode ser observada na sociedade atual quanto a questão da falta de empatia das pessoas em relação a pobreza menstrual.  Assim, conclui-se que essa liquidez nas relações pessoais faz com que as pessoas não se sensibilizem em relação à condição do próximo, em virtude disso é possivel observar uma crítica situação no que diz a respeito da saúde menstrual.

Portanto, é necessário que medidas sejam tomadas para a atenuação do problema. Dessa forma, cabe ao Governo Federal, em parceria com as Secretarias de Saúde, promovam uma maior saúde menstrual na sociedade, por meio do envio de verbas para as ONG’s da área de saúde da mulher, com o intuito de mitigar a situação da pobreza menstrual no país. Desse modo, espera-se promover a construção de um Brasil melhor para todos.