Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 18/11/2021

Sob a perspectiva do sociólogo francês Émile Durkheim, em uma solidariedade orgânica, para haver harmonia, cada parte do corpo social teria de cumprir sua função, a fim de que não ocorra uma patologia social. Não obstante, quando se observa a deficiência de medidas na luta contra a pobreza menstrual no Brasil, verifica-se que essa visão é constatada na teoria e não desejavelmente na prática. Dessa maneira, é evidente que a problemática se desenvolve não só devido à negligência estatal, mas também a pouca importância social dada ao assunto.

Em primeira análise, cabe citar a ausência de medidas governamentais na luta contra o desleixo estatal. De acordo com o filósofo Thomas Hobbes, o Estado foi criado para assegurar os direitos dos indivíduos, eliminar condições de desigualdade e, assim, promover a coesão social, entretanto isso não ocorre no Brasil. Nesse sentido, por causa da baixa operação das autoridades, o abandono federal cresce cada vez mais, trazendo consequências como pouco investimento nesse setor, carregando com sigo problemáticas como a falta de disponibilização de absorventes em banheiros e escolas públicas, tornando assim o torneamento da pobreza menstrual para pessoas de baixa renda, que não tem acesso financeira a compra de absorventes, que devido a essa obstrução não é disponibilizado pelo governo.

Ademais, a falta de ênfase a esse empecilho por parte da sociedade também pode ser apontado como promotor do problema. De acordo com o IBGE uma em cada 4 adolescentes no Brasil não tem acesso a absorvente durante o período menstrual. Partindo desse pressuposto, percebe-se que a taxa de carência menstrual na nação verde-amarela e muito grande, tendo como um dos principais motivos o tabu criado pelos cidadãos perante esse quesito, sendo julgado erroneamente como um tema vergonhoso a ser discutido, gerando uma falta de conversa sobre esse âmbito, tornando escasso e invisível a ajuda as mulheres que sofrem desse óbice, fazendo com que esse cenário esteja cada vez mais caótico e preocupante.

Depreende-se, portanto, que é imprescindível a mitigação dos obstáculos para combater as barreiras citadas. Assim, o Tribunal de Contas da União deve direcionar capital que, por intermédio do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, será revertido auxílio e suporte a esse agrupamento, por meio de projetos e instituições públicas, uma vez que com esse beneficiamento as mulheres e adolescentes conseguirão ter o devido acesso à os seus direitos garantidos pela ONU, com o objetivo de abaixar a taxa de carestia menstrual na nação. Dessa forma, poder-se-á diminuir, gradativamente, essa patologia social do Brasil como prevista na teoria de Durkheim.