Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 18/11/2021
Atualmente o combate à pobreza menstrual tem sido um assunto muito discutido. Em outubro de 2021 o Poder Público vetou a lei que assegurava direitos à higiene feminina, lei que combatia a falta de acesso a produtos de higiene como o absorvente, muitas mulheres criticaram esse veto, a realidade de ter que usar jornal, folhas de papel ou miolo de pão como absorvente é desumano.
Mais de quatro milhões de meninas e mulheres não tem acesso a itens mínimos de higiêne, mais de cinco milhões não possuem saneamento básico em suas moradias. Muitas mulheres não conseguem comprar sua propria comida, comprar um pacote de absorvente todo mês é considerado como “luxo”.
Ademais muitas dessas mulheres não frequentam a escola quando estão nesse periodo, afetando sua educação, vale ressaltar que o periodo de menstruação de cada mulher varía de acordo com seu ciclo, e que ele tende a começar entre 10 à 15 anos de idade, com isso elas perdem aproximadamente cinquenta dias de aula em cada ano escolar. Certamente as meninas que estão em fase de crescimento tende a ter seus ciclos irregulares, o que pode resultar em um fluxo de sangue inesperado, manchando suas roupas e consequentemente virando alvo de brincadeiras de mau gosto afetando sua saúde mental.
Portanto, são essenciais medidas operantes para a reversão da pobreza menstrual na sociedade brasileira. Para isso, compete ao Estado investir na distribuição de absorventes, tampões intimos e coletores para mulheres sem renda, moradoras de rua e escolas sem estrutura necessária.