Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 19/11/2021
“Carrie, a estranha”, um longa de terror estadunidense, o qual retrata a vida de uma garota chamada Carrie, em uma parte da trama, a adolescente havia menstruado no banheiro da escola e suas colegas ridicularizaram-na, então a jovem chorou em gritos de agonia. De maneira similar à realidade, nota-se que, na conjuntura brasileira, cenas como a qual retratada na ficção citada ocorre em um amplo cenário que atinge principalmente as camadas mais baixas da teia social. Nesse sentindo, torna-se imediato analisar as principais causas em relação à pobreza menstrual no Brasil, que, dentre as quais, mesclam a negligência governamental e a desinformação populacional.
Precipuamente, é fulcral notar que a indiligência do Estado fomenta à carência menstrual. Esse contexto da inoperância das esferas de poder exemplifica a teoria das Instituições Zumbis, do sociológo Bauman, que as descreve como presentes no imaginário coletivo, todavia, sem cumprirem sua função social. Sob essa ótica, é visível que devido à baixa atuação das autoridades, há uma escassez de projetos estatais que visem a democratização de itens mínimos para cuidados menstruais nas periferias, o que configura um quadro de vulnerabilidade aos indivíduos que sofrem tal adversidade, apesar da Constituição Federal de 1988 determinar como direito fundamental do cidadão brasileiro o acesso à saúde de qualidade, essa lei não é concretizada, pois não há investimentos estatais suficientes nessa área. Diante dos fatos apresentados, é imprescindível uma mudança de postura do poder público, para refutar o estudo do polonês.
Outrossim, é válido salientar que, de acordo com o filósofo sul-coreano Byung-Chul han, em seu ensaio a ‘‘A Sociedade do Cansaço’’, na contemporaneidade, a individualidade é extremada em detrimento do altruísmo. De maneira análoga, é notório que grande parcela do povo não tem conhecimento sobre higiene menstrual e como isso afeta muitas pessoas, uma vez que o corpo coletivo não procurar discernir sobre tal assunto, meio que este se estigmatiza de maneira incrédula, fato o qual não se centra em pauta de discussões em âmbito nacional ou em ambiente escolares. Portanto, faz-se necessário soluções viáveis para contrapor o pensamento do asiático.
Destarte, a fim de mitigar o problema é preciso que, o Ministério da Educação integre à grade curricular o ensino sobre a desestigmatização da menstruação - por meio da realização de debates em sala de aula - que explique e exemplifique como a temática afeta o corpo social. Esta ação deverá informar população para que se possa ter o domínio do tema. Além disso, o Governo Federal deve desenvolver medidas que auxiliem as vítimas da problemática, tais como a distribuição gratuita de absorventes em postos de saúde e escolas, para que episódios como o do filme não se repita.